Realize novas conexões

Realize novas conexões

Ninguém é uma ilha perdida sem conexões, existem continentes que vem em nossa direção

Loading...

Vídeos interessantes

Loading...

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Tempo não se acha; Se cria - Por Floriano Serra

Dias atrás a imprensa divulgou que Dilma Rousseff, a presidente do Brasil, não perde um episódio da série Game of Thrones - e quando não pode assistir, grava os capítulos.
Apesar dessa introdução, não é minha intenção discutir aqui os hábitos televisivos da presidente, nem suas preferências na telinha. O motivo desta citação é outro.
Sempre achei que o "workaholic" é uma vítima de condicionamentos e crenças existenciais equivocadas, quando não um fugitivo da intimidade afetiva - mas isto é uma longa história cuja natureza não cabe no escopo deste artigo.
Quero apenas lembrar a todos que o ser humano se constitui de corpo, mente e espírito. Para se ter uma vida produtiva, saudável e feliz, é, portanto, preciso cuidar dessas três partes e mantê-las atuantes de forma motivada, atualizada e completa. A omissão de qualquer delas ou a fixação em uma delas causará consideráveis estragos na qualidade de vida do indivíduo e criará nele grandes limitações que o impedirão de desfrutar plenamente tudo o que a vida lhe proporciona. Em outras palavras, a necessidade do tão falado equilíbrio entre vida pessoal, profissional e espiritual não é balela nem conversa fiada de psicólogo.
Fico espantado com a quantidade de profissionais que encontro em eventos corporativos e que, em conversas informais, afirmam que não sabem contar piadas, não sabem a letra de nenhuma música, não vão a cinema e teatro, não lêem livros e revistas e não assistem a séries de TV. E por quê? Porque, segundo alegam, não têm tempo para isso! Todo o tempo deles é dedicado ao trabalho. A empresa agradece, mas certamente a família e os amigos, não. Muito menos seu próprio tripé de corpo, mente e espírito que vive sob o sobressalto do estresse se aproximando a cada dia, prestes a transformar-se em "burnout". Muitos desses profissionais estão perdendo os melhores anos da vida dos seus filhos e os melhores momentos da sua relação afetiva. E deixando de lado parentes e amigos queridos. Sem falar de Deus - felizmente, de todos o mais tolerante e paciente.
Pois saiba, caro amigo "workaholic", que enquanto você está fazendo serão ou esticando seu expediente de trabalho muito além do necessário, a presidente da República do Brasil, aquela que tem muito mais metas, funcionários, clientes e responsabilidades que você, está curtindo tranquilamente, à noite, uma interessante série de aventuras na TV. Provavelmente cercada de familiares e amigos - e é quase certo que sem faltar a pipoca. Tempo não se acha, se cria - desde que haja flexibilidade, interesse e motivação para isso. E sem a necessidade de complicados e confusos gráficos de controles e planejamento - basta o bom senso.
Portanto, prezado "workaholic", tudo o que posso recomendar é: ou procure ajuda profissional de um psicoterapeuta ou de um "coach", ou siga em frente. Para isso existe o livre arbítrio.

Floriano Serra é psicólogo, palestrante e docente de seminários comportamentais. É diretor da SOMMA4 Gestão de Pessoas, autor de vários livros e inúmeros artigos sobre o comportamento humano no trabalho. Ex-diretor de RH de empresas nacionais e multinacionais.  

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Desistindo de interpretar papéis - O Despertar de uma nova consciência - Por Eckhart Tolle

Fazer o que é exigido de nós em qualquer situação sem que isso se torne um papel com o qual nos identificamos é uma lição essencial na arte de viver que todos nós estamos aqui para aprender. Somos mais eficazes no que quer que façamos quando executamos a ação em benefício dela mesma, e não como um meio de proteger e acentuar a identidade do nosso papel. Todo papel é uma percepção fictícia do eu e, por meio dele, tudo se torna personalizado e assim corrompido e distorcido pelo "pequeno eu" criado pela mente, seja qual for a função que este esteja desempenhando. Quase todas as pessoas em posições de poder, como políticos, celebridades e líderes empresariais e religiosos, se encontram inteiramente identificadas com seu papel, com poucas exceções notáveis. Esses indivíduos podem ser considerados VIPs, mas não são mais do que participantes inconscientes do jogo egóico, que, apesar de parecer muito importante, não apresenta, em última análise, um propósito verdadeiro. Ele é, nas palavras de Shakespeare, "uma história contada por um idiota, repleta de som e de fúria, sem nenhum significado". E Shakespeare chegou a essa conclusão sem nem sequer ter visto televisão. Se o conflito egóico tem de fato um propósito, este é indireto: ele cria cada vez mais sofrimento neste mundo, e o sofrimento, embora produzido em sua maior parte pelo ego, no fim também o destrói. Ele é o fogo no qual o ego se consome.
Neste mundo de personalidades que interpretam papéis, as poucas pessoas que não projetam uma imagem criada pela mente e que agem com âmago do seu Ser, aquelas que não tentam parecer mais do que são, destacam-se como admiráveis e são as únicas que fazem verdadeiramente a diferença - e existem algumas assim até mesmo na mídia em geral e no universo dos negócios. Elas são os mensageiros da nova consciência. Qualquer coisa que façam se torna importante porque está alinhada com o propósito do todo. Contudo, sua influência vai muito além do que realizam, despretensiosa - tem um efeito transformador sobre qualquer um que tenha contato com elas.
Quando não interpretamos papéis, é porque que não há eu (ego) no que estamos fazendo. Não existem intenções ocultas: a proteção ou o fortalecimento do eu. Por esse motivo, nossas ações têm uma força muito maior. Ficamos totalmente concentrados na situação, nos tornamos um só com ela. Não procuramos ser alguém diferente. Passamos a ser mais capazes, mais eficazes, quando somos nós mesmos. Todavia, não devemos tentar ser nós mesmos, pois esse é outro papel. Estou falando do chamado "eu natural, espontâneo". Assim que buscamos ser isso ou aquilo, interpretamos um papel. "Apenas seja você mesmo" é um bom conselho, no entanto também pode ser enganador. Primeiro, a mente dirá: "Vejamos. Como posso ser eu mesmo?" Depois, desenvolverá uma estratégia do tipo "Como ser eu mesmo". Outro papel. Assim, "Como posso ser eu mesmo?" é, na verdade, a pergunta errada. Ela pressupõe que temos que fazer algo para sermos nós mesmos. Porém, "como" não se aplica a esse caso porque já somos nós mesmos. Precisamos apenas parar de acrescentar elementos desnecessários a quem já somos. "Mas eu não sei quem sou. Ignoro o que significa ser eu mesmo". Quando conseguimos nos sentir à vontade em não saber quem somos, então o que sobra é quem somos - o Ser por trás do humano, um campo de pura potencialidade em vez de alguma coisa que já está definida.
Portanto, desista de se definir - para si mesmo e para os outros. Você não morrerá. Você nascerá. E não se preocupe com a definição que os outros lhe dão. Quando uma pessoa o define, ela está se limitando, então o problema é dela. Sempre que estiver interagindo com alguém, não se porte como se você fosse basicamente uma função ou um papel, mas um campo de presença consciente.
Por que ego interpreta papéis? Por causa de um pressuposto não questionado, um erro fundamental, um pensamento inconsciente, que é: "Não sou o bastante." E a esse pensamento se erguem outros, como "Tenho que interpretar um papel para conseguir o que é necessário para me completar", "Preciso obter mais para ser mais". No entanto, não podemos ser mais do que somos porque, por baixo da superfície da nossa forma física e psicológica, somos um só com a Vida em si mesma, com o Ser. Na forma, somos e seremos sempre inferiores a algumas pessoas e superiores a outras. Na essência, não somos inferiores nem superiores a ninguém. A verdadeira auto-estima e a autêntica humildade surgem dessa compreensão. Aos olhos do ego, a auto-estima e a humildade são contraditórias. Na verdade, elas são uma só coisa e a mesma.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

O princípio da sabedoria na filosofia e na psicologia - Augusto Cury


O ser humano e as sociedades modernas em que está inserido precisam de dois grandes choques, um choque filosófico e um psicológico, um choque da arte da dúvida e um da arte da crítica. Sem esses dois choques não há como dar um choque de gestão na psique.

Comentei em outros livros que a dúvida é o princípio da sabedoria na filosofia. Diariamente, no silêncio de nossa mente, deveríamos duvidar de tudo que nos controla. Deveríamos gritar sem soltar a voz. Deveríamos protestar, questionar, argüir, inquirir e até se rebelar contra todos os estímulos de fora ou de dentro que nos aprisionam, imprimem dor desnecessária e geram instabilidade, desânimo, insegurança, insatisfação crônica. Mas onde se aprende a dar esse choque filosófico? É inacreditável como nos tornamos uma casta de pessoas passivas, submissas, frágeis, dentro de nós mesmos.

Quase todas as ditaduras foram derrubadas com revoluções, ainda que fosse a revolução das ideias, sem derramar uma gota de sangue. Do mesmo modo a ditadura dos pensamentos mórbidos, do humor depressivo, não se resolve sem a revolução do Eu, sem ter um Eu ativo que se rebela contra o cárcere psíquico, contra a armadilha do coitadismo, contra a masmorra do conformismo. Mas somos treinados a ser servos no único lugar em que deveríamos ser senhores.

A crítica é o princípio da sabedoria na psicologia. Diariamente precisamos do choque psicológico no silêncio de nossa mente, criticando, analisando, ponderando, aferindo, impugnando, todos os estímulos sociais e psíquicos que nos controlam. É quase impossível sobreviver saudavelmente nessa sociedade agitada e consumista sem desenvolver o estômago psíquico saturado de enzimas da arte da dúvida e da crítica.

Duvidar e criticar são ferramentas fundamentais para sermos atores ou atrizes principais do teatro psíquico. Sem arte da dúvida, como questionaremos nosso roteiro, nosso estilo de vida, nossas ideias tolas? Sem a arte da crítica, como confrontaremos a ditadura do pensamento acelerado? Como gerenciaremos nossa agressividade e necessidade neurótica de poder?

Através da arte da dúvida e da crítica todos os paradigmas irracionais, dogmas existenciais e pensamentos destruidores que compramos por preço de verdade passariam por um choque de gestão, seriam filtrados pelo Eu.

As ideias são sementes. O maior favor que se pode fazer às sementes é sepultá-las.

A. Cury, em O Vendedor de Sonhos II – A missão

O choque de gestão psíquica é um processo longo, mas fascinante. É tanto um processo educacional quanto psicoterapêutico. Mesmo pessoas que têm depressão, obsessão, síndrome do pânico e outros transtornos que se arrastam durante anos, se aprenderem a decifrar o código da gestão do intelecto, se usarem diariamente a arte da dúvida e da crítica, poderão dar um salto na expansão da saúde psíquica.

Esse salto tem possibilidade de ocorrer independente do tratamento que estejam fazendo, se com psicotrópicos e / ou com psicoterapia, seja analítica ou cognitiva /comportamental.

O menino Jesus foi perseguido na infância. Na adolescência trabalhou com as ferramentas que um dia o matariam: madeira, martelo e pregos. Era de se esperar que sua personalidade fosse angustiada e ansiosa, mas para assombro da psiquiatria, ao abrir a sua boca ao mundo, jamais se viu alguém tão alegre e generoso. Ele fez poesia no caos.

A. Cury, em O mestre dos mestres.

Fonte: O Código da Inteligência - Augusto Cury





sexta-feira, 10 de setembro de 2010

O que é planejar o desempenho do empregado ? - Por Rogério Rosado

Planejar desempenho é ter todas as metas negociadas e acordadas com os empregados. É ter em mãos os objetivos estratégicos da Organização e desdobrá-los até o nível em que o empregado se encontra, porque é no planejamento que se constroem os alicerces para a consecução do que está "escrito" na visão da empresa. O grande propósito do planejamento é dar as diretrizes e orientar as iniciativas que deverão ser postas em prática pela empresa, nesse caso, operacionalizadas pelos seus empregados.

Planejar o desempenho também é reconhecer e recompensar os empregados na medida do seu Sistema de Consequências, dialogando e ajustando o empregado aos valores da Organização caso suas competências ainda estejam em desenvolvimento.

Gestão de Desempenho - Um Sistema de Informações - Por Rogério Rosado

A gestão do desempenho é um sistema de informações na medida em que é configurado e utilizado como um sistema de apoio à decisão e utilizado pelos gestores desde o ciclo inicial de planejamento até o sistema de consequências, passando pela etapa de acompanhamento e avaliação do desempenho. Como sistema de informações, ele deverá conter os dados do empregado e o seu histórico de avaliações passadas, tendo suas metas e competências correlacionadas e desdobradas dos objetivos estratégicos da empresa.

É um sistema de informações porque reune e é correlacionado às metas estratégicas, à visão, à cadeia de valor da Companhia, às competências organizacionais e individuais e fornece subsídios aos gestores na tomada de decisão, onde o objetivo principal é avaliar se a empresa está seguindo o caminho preconizado na sua visão de futuro, tendo a otimização dos custos, a busca da qualidade contínua, a satisfação dos clientes e a prontidão no atendimento sempre presentes.
Como sistema de informação o gestor também terá facilmente identificados todos os programas de treinamento que o empregado participou e todas as suas competências associadas, sendo assim possível, que o gestor possa compará-lo a ele mesmo em anos anteriores.  

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Sete Vidas - A Arte de Conciliar Vida Pessoal e Profissional - Por Tom Coelho


Pesquisa recente da Fundação Dom Cabral, respondida por 952 profissionais dentre as 500 maiores empresas brasileiras, apontou a busca do equilíbrio entre vida profissional e familiar como a maior fonte de angústia dos executivos, com 31% das respostas (6 pontos percentuais acima do resultado de 2003). As demais preocupações levantadas são: capacidade de ter emprego (18%), segurança pessoal (9%), gestão da empresa (9%), disputas pelo poder (8%) e ações do governo (8%).
Embora os resultados acima sejam significativos e inquestionáveis, minha experiência pessoal ensinou-me que família e carreira constituem apenas dois de sete pilares que nos sustentam. Os demais são representados pela saúde, a cultura, a comunidade, a matéria e o espírito. A este conjunto denominei “Sete Vidas”.

O conceito inerente às Sete Vidas consiste em buscar a felicidade a partir do equilíbrio entre estes aspectos que governam nossa passagem por este mundo. A questão é que não nos apercebemos disso e cultivamos o hábito de priorizar ora a vida profissional, com objetivos meramente materiais, ora a vida afetiva, entregando nosso destino nas mãos de outrem. No primeiro caso, temos os workaholics; no segundo, os passionais. Em ambos, encontramos o desequilíbrio, acompanhado num futuro, próximo ou distante, da frustração, da desilusão e da melancolia.

Quando cuidamos de nossos negócios (ou do negócio dos outros, com atitude empreendedora) costumamos assumir uma postura extremada, engajando-nos de corpo e alma, labutando 14 horas diárias, negligenciando nossa saúde, familiares, vida social e cultural.

Os dias tornam-se curtos, insuficientes para a realização das atividades propostas. O almoço mostra-se supérfluo. Dorme-se pensando nas duplicatas vencidas e a vencer, nos clientes que deixaram de ser atendidos, nos atrasos na linha de produção. Dificilmente lembramo-nos dos aspectos positivos, do que aconteceu de bom naquele dia. Os problemas são recorrentemente mais pujantes.

Os finais de semana são comemorados no escritório ou em casa, porém regados a “trabalho atrasado”. Sentimo-nos quase reféns de uma espiral interminável, mas sempre com a impressão de que ela está por findar-se. “Em três meses poderei tirar férias”, ou ainda, “Estou concluindo esta etapa de crescimento da empresa em uns seis meses e então poderei trabalhar menos”. Você já disse frases similares a alguém (ou a si mesmo) recentemente?
Enquanto isso, a vida vai passando. Seus filhos crescem e você deixa de participar de suas apresentações na escola, no clube, da perda de seu primeiro dente. Seus relacionamentos pessoais desgastam-se, namoros perdem o encanto e casamentos são rompidos. A dieta saudável e as atividades físicas ficam relegadas a um segundo ou terceiro plano.
Sempre que escrevo algo o faço na esperança de que o leitor tire proveito de uma única frase que seja. Se isto ocorrer, terei cumprido meu objetivo.
De todos os contatos que tive com profissionais variados, impressionou-me observar como a maioria dá-se conta de aspectos como os mencionados anteriormente apenas após 45, 50 anos ou mais. Nesta fase da vida, realizaram-se profissionalmente, mas uma lacuna em suas vidas pessoais deixou flancos que infelizmente não podem mais ser preenchidos, pois ficaram no passado. Sob este prisma, são ricos materialmente, mas estão pobres.
O ensaísta francês André Gide, disse certa feita: “Todas as coisas já foram ditas, mas como ninguém escuta, é preciso sempre recomeçar”. Por isso, o que apresento a seguir será percebido por muitos como elementar. A virtude maior está menos no conteúdo e mais na forma. Ter a consciência, integrar, conciliar e harmonizar estas sete vidas pode significar o caminho mais curto, a menor distância para você encontrar o sucesso e a felicidade.
Vida 1 – Saúde e Esporte
Seu corpo em primeiro lugar. Não é uma questão de egoísmo ou de narcisismo, mas de necessidade. Mantendo-se bem você estará apto a buscar o melhor em todas as suas demais vidas. Se não tomar conta de seu corpo, onde vai viver? Você pode optar por passar metade de sua vida arruinando sua saúde desde que esteja disposto a transcorrer a outra metade tentando restabelecê-la. Henri Becque pontuou assertivamente: “A liberdade e a saúde se assemelham: o verdadeiro valor só é dado quando as perdemos”.
Por isso, cuide-se. Alimente-se bem, fazendo ao menos quatro refeições diárias, adequadamente balanceadas. Beba dois litros de água ou sucos por dia e durma o número de horas que seu corpo solicita – 6 horas ou menos para alguns, 8 horas ou mais para outros. Procure estabelecer uma regularidade em seus horários. Em outras palavras, se for para dormir às duas horas da manhã, porque você apresenta um melhor rendimento durante a madrugada, faça-o sempre. Se o seu metabolismo mostra-se desejoso pelo almoço apenas às três da tarde, está ok. Em suma, não brigue com seu biorritmo. Faça as pazes com ele. E obrigue-se a um check-up anual, visitando do dentista ao cardiologista. Prevenção custa menos e apresenta resultados mais favoráveis.
Além de seguir a receita acima, lembre-se de praticar esportes. Truco e halterocopismo estão descartados. Você terá que encontrar uma atividade física capaz de mexer com seus pulmões e seu coração, praticando-a com freqüência. Pode ser uma caminhada diária, um futebol com os amigos duas vezes por semana, uma visita ao clube com seus filhos e amigos num domingo. Realmente não importa. Escolha uma opção que lhe seja agradável – busque prazer no que vai fazer ou não conseguirá dar continuidade, correndo o risco de frustrar-se.
Pare de fumar, ou troque o cigarro por um bom charuto eventual, ou fume menos. Seja criterioso com as bebidas alcoólicas. Escolha suas “baladas” com sabedoria, tirando o máximo proveito de cada investida. Aprenda a observar sua respiração, especialmente nos momentos de exaltação e atente para uma boa postura ao caminhar e ao assentar-se. Pratique a meditação ocidental, reservando alguns instantes ao final do dia para refletir sobre as coisas boas que lhe aconteceram.
E sorria. Cultive o bom humor, o olhar confiante e o sorriso autêntico, mesmo diante das adversidades. Sua visão, outrora turva, tornar-se-á espantosamente lúcida. Existe um velho ditado entre os pilotos: “O principal é fazer o avião voar”. E para tanto, não basta conhecer de navegação: é necessário ter um bom equipamento.
Vida 2 – Família e Afetividade
A coisa mais importante da vida é saber o que é importante. E apesar de o trabalho ser muito relevante, as coisas mais fundamentais são a família e os amigos.
Muitos têm grandes famílias – aquelas em estilo italiano. Alguns, famílias reduzidas aos pais e irmãos. Outros, famílias distantes, na geografia ou na memória. Independentemente de onde você se situe, cuide bem de todos eles. Seja a nona, com sobrinhos, primos e toda uma árvore genealógica em volta; sejam os pais idosos, aposentados ou na ativa; sejam irmãos, com os quais tanto se discute e discorda; sejam entes queridos, presentes apenas em filmes super-8, retratos em preto-e-branco, cartas amareladas pela ação do tempo. Respeite e aprecie suas origens.
Aproveite hoje para dizer o quanto ama seus pais, sem medo de parecer clichê. Infelizmente, pode não existir chance melhor para isso. Telefone, peça perdão e aprenda a perdoar. Descubra o poder de um abraço revestido de ternura e sinceridade. O dinheiro pode trazer conforto, mas não constrói uma boa família.
Dê toda a atenção possível a seus filhos, se ou quando os tiver. A melhor herança que podemos dar-lhes são alguns minutos diários de nosso tempo. Eles precisam de nossa presença mais do que de nossos presentes. Diz um provérbio latino: “Bendito aquele que consegue dar a seus filhos asas e raízes”. Nossa postura profissional pode estimulá-los a criar asas, vislumbrando sonhos e um futuro brilhante. Mas apenas a convivência será capaz de criar as raízes dos valores e da cultura que embasarão adequadamente estas visões.
Compartilhe cada pequena vitória do desenvolvimento deles. Elogie-os constantemente. Policie-se no uso da palavra não – você pode negar algo de forma construtiva, propondo-lhes alternativas. Brinque com eles de cavalinho no meio da sala, atire travesseiros quando estiverem no quarto – e aproveite para ensiná-los a colocar tudo em ordem depois. Cole os desenhos deles nas paredes da garagem, do corredor e de seus quartos como se fossem obras-primas – você ficará admirado com o brilho orgulhoso que irá reluzir daqueles pequeninos olhos. Participe de suas atividades escolares, das festinhas de aniversário dos colegas e beije-os antes de dormir, mesmo que ao chegar eles já estejam no sétimo sono.
Cultive também seus amigos – não estou falando de networking, são coisas bem diferentes. Aprendi com Richard Edler que não se constrói um relacionamento por telefone ou e-mail. Sempre existirá a necessidade de se fazer as coisas “cara a cara”, pois as pessoas acreditam em quem elas vêem regularmente. Por isso, mantenha contato com seus amigos. Não deixe que as relações se percam. Como disse Dave King, um bom amigo é como um bom cachorro – com ambos é preciso dar uma volta e exercitar-se regularmente. E, citando Fred Kushner: “Eu deveria ter visitado mais meus amigos e lhes contado como me sentia em vez de só encontrá-los em enterros”.
Um telefonema inesperado para quem não se vê há muito tempo é incrível, mas você não imagina o poder que um telegrama tem! Passamos pelos mensageiros, percorremos os telégrafos, conhecemos o telex e o fax, vivemos através do e-mail e logo estaremos no uso da telepatia. Mas nada supera uma mensagem escrita, meio antiquada, com aquelas letras Times e os erros de digitação da atendente (nestes casos, resista à tentação de enviar o telegrama pela Internet).
E, finalmente, cuide do seu coração. Não do nível de colesterol e triglicérides – isso você já fez na sua primeira vida – mas do nível de ansiedade, de desejo, de paixão. Procure escolher as pessoas certas, mas também não tente escolher muito. Seja seletivo, porém flexível. Faça de seus relacionamentos fontes de alegria e prazer. Nietzsche dizia que as relações que desafiam o tempo são aquelas construídas com base no diálogo. Assim, se você se imagina conversando agradavelmente, daqui a vinte e cinco anos, com a pessoa que está a seu lado hoje, é porque este é seu companheiro ideal.
Valorize virtudes, seja condescendente com os defeitos. Seus e dos outros. Abdique de amores impossíveis ou não correspondidos – ou aprenda, por opção, a conviver com eles, evitando penitenciar-se. Nunca haverá sentimentos únicos, pois eles estão sempre em mutação.
Vida 3 – Carreira e Vocação
Robert Wong lembra com muita propriedade que você deve aprender a distinguir trabalho, emprego, profissão, carreira e vocação, além de uma outra categoria ainda mais nobre chamada missão de vida. Você iniciará sua vida com um mero trabalho que poderá ganhar status de emprego, conferindo-lhe maior segurança. Então você resolverá estudar e dedicar-se ao seu ofício, transformando a labuta em profissão. Olhará então para acima da linha do horizonte e decidirá ir mais além, criando seu próprio plano de carreira. Mas a verdade surgirá quando você permitir-se ouvir o que sua voz interior tem a lhe dizer. Aquele sussurro divino que vem desestabilizá-lo quando sua carreira parece tão próspera. Exatamente quando você conquistou poder e bens materiais, mas não consegue entender o porquê de certa frustração latente todos os dias ao voltar para casa. Aquela voz é sua vocatione, o chamado de Deus, dizendo-lhe para mirar não onde está o dinheiro, não onde está o poder, não onde está o status, mas onde está a felicidade – e onde você encontrará todas aquelas outras coisas que lhe cercavam antes, porém as usufruirá com um olhar maroto, um sorriso de canto de boca e uma sensação de alívio bem dentro do peito.
A tão desejada competência é fruto de conhecimento, de habilidades e de atitudes. O conhecimento você adquire a partir do estudo. As habilidades são desenvolvidas através da destreza, do treino, da prática continuada. Mas o que realmente faz a diferença, num mundo onde todos estão comoditizados, são as atitudes.
Os principais atributos de um profissional com atitude empreendedora são: iniciativa, exigência por qualidade, comprometimento, ousadia, persistência, criatividade, curiosidade, independência, autoconfiança, liderança, planejamento, capacidade de persuasão, de estabelecer e cumprir metas, de administrar o tempo e de promover seu marketing pessoal.
Todas as pessoas bem sucedidas são unânimes em afirmar que chegaram onde estão porque aprenderam a gostar do que fazem. Este é um pressuposto básico. Sem prazer e entusiasmo, não há produtividade no trabalho, não há paixão no beijo.
Trabalhe muito, mas principalmente inteligentemente. Seja verdadeiro, mas esteja atento às armadilhas dos escritórios. Desenvolva relacionamentos cordiais e invista em sua rede de contatos. Aprenda a planejar, estabelecer – e escrever – metas factíveis e desafiadoras e procure enxergar-se dali a um, cinco, dez e vinte e cinco anos. Administre seu tempo para dar o melhor de si sem comprometer suas demais vidas. Parafraseando Augusto, “Apressa-te devagar”. Se o deadline chegou, mude-o, pois a maioria dos prazos são artificiais e flexíveis. Os viciados em trabalho estão sempre seguros de que têm apenas esta vida – além de um copo d’água e quatro horas de repouso, é claro.
Evite levar os negócios para casa. Aprenda a separar sua vida profissional de todas as suas outras vidas. Mantenha-se num equilíbrio saudável. Acenda e apague as luzes. Pessoas e lâmpadas têm uma durabilidade maior com esta prática. Trabalhe com paixão e com entusiasmo. Com amor e com empolgação. Mas lembre-se: o trabalho irá esperar enquanto você mostra às crianças o arco-íris, mas o arco-íris não espera enquanto você está trabalhando.
Vida 4 – Cultura e Lazer
Sua quarta vida é um complemento natural da anterior. Sua carreira não é construída apenas pelo seu dia-a-dia no trabalho. É, na verdade, fora dele que você se projeta. Para auxiliar o processo de descoberta de sua vocação você deverá investir em conhecimento e autoconhecimento. Ler jornais, revistas, livros, gibis e bulas de remédio. Ouvir rádio e ver televisão. Saber dos planos de guerra dos EUA e do último eliminado no reality show tornarão você mais sociável e interessante para outras pessoas, pois lhe permitirá conversar sobre tudo e com todos.

Assista a filmes no vídeo e no cinema, vá ao teatro, a shows, bares, museus, exposições. Aprenda uma nova palavra em outro idioma todos os dias e faça cursos diversos, desde especializações em sua área, até culinária, massagem e pintura. Desenvolva novas habilidades. Utilize mais a mão direita se você for canhoto e coloque suas calças a partir da perna esquerda pela manhã. Mexa com seus sentidos.

E tire férias com regularidade, sem confundir um final de semana emendado com férias de verdade de, no mínimo, dez dias. Nestas ocasiões, esqueça o notebook e o celular e leve junto sua família. E, o mais importante, leve junto você.
Vida 5 – Sociedade e Comunidade
O homem é um ser social e deve aprender não apenas a viver, mas também a conviver. Por isso, busque a integração em seu meio. Participe das happy hours com seus colegas de trabalho, das reuniões de condomínio, do bingo beneficente da escola. Convide um casal de amigos para jantar, leve-os para ir juntos ao clube ou para jogar carteado.
E integre-se na vida comunitária, exercendo sua solidariedade na medida de suas possibilidades. Você poderá começar doando sangue, evidentemente se preencher os pré-requisitos necessários. Poderá visitar creches ou asilos ou apenas participar de uma campanha para arrecadação de agasalhos ou alimentos. O menor ato será sempre grandioso. Responsabilidade social é uma ação consciente e voluntária, mas comprometida com os impactos decorrentes. E não se deixe enganar: solidariedade pratica-se no dia-a-dia, com uma palavra de carinho e conforto a quem está entregue à melancolia e é colocado diante de você pelo Homem lá de cima...
Vida 6 – Bens e Possessões
É, a vida material existe sim, é claro. Muitos que escrevem sobre comportamento parecem desejar negligenciar este aspecto e acabam por reduzir a credibilidade de suas argumentações.
A maioria de nós, mortais, associa a felicidade ao bem-estar, este ao conforto, este à posse de bens materiais. Guardadas as devidas proporções, cada qual tem suas ambições, seus desejos. Não há nada de errado em se desejar morar bem, ter um belo carro, roupas de fino corte, mesa farta. Ao contrário, devemos mais é promover a prática desta ética protestante. A maior inquietude está no fato de tantos privilegiarem a sexta vida em detrimento de todas as demais, buscando a acumulação de riqueza como finalidade em si mesma.
Como bem nos alertou Tom Morris, a grande chave para a satisfação é algo que quase sempre nos escapa. Não é conseguir o que queremos, e sim querer aquilo que conseguimos.
Vida 7 – Mente e Espírito
A última das sete vidas deveria ser, na verdade, a primeira. Mas prefiro tratá-la como a cobertura do bolo de chocolate: coloca-se ao final, mas saboreia-se primeiro. Se você deixar de lado a cobertura, não vai sentir assim tanta satisfação com o bolo, por mais tenra e macia que esteja a massa. Por outro lado, se comer cobertura demais, poderá experimentar terríveis dores abdominais – daí porque o beato acaba sendo persona non grata.
Paulo Coelho foi emblemático ao afirmar que “A fé é uma conquista difícil, que exige combates diários para ser mantida”. Acostumamo-nos a exaltar a presença divina por força de nossas dificuldades, mas raramente o fazemos para enaltecer nossos méritos.

 
A sétima vida é base para todas as outras. É a vida que contempla o mundo dos valores, do caráter, da ética e da moral. Ainda que você não tenha se encontrado dentro de nenhuma doutrina específica, sua crença particular está dentro de você. Mesmo para o agnóstico, seu cérebro é seu refúgio. As religiões, disse Gandhi, são como caminhos diferentes que convergem para um mesmo ponto. Que importa que tomemos itinerários diferentes, desde que cheguemos à mesma meta? Por isso, explorem este sentimento. Necessitamos da fé para transpor obstáculos, para nos superarmos, para nos compreendermos.
Palavras Finais
A verdade está no caminho do meio, disse Sócrates. Por isso o equilíbrio tem o poder de trazer a felicidade. Fumar dois maços de cigarros diariamente com certeza custar-lhe-á um enfisema, mas um bom charuto com os amigos será muito prazeroso. Beber em demasia poderá causar-lhe desde um acidente de trânsito até uma cirrose, mas uma taça de vinho no jantar contribuirá positivamente com sua saúde. Todos os excessos, até mesmo o amor obsessivo, o sexo compulsivo, acabam sendo tratados, em última instância, como assunto de cunho médico...
Os dois únicos fatos verdadeiros na vida são que você nasce um dia e vai morrer em algum outro dia. O que acontece entre essas duas datas depende de seu modo de vida. Por isso, tente apreciar as coisas simples. Aprenda a dizer NÃO. Lembre-se de que pequenas coisas só afetam mentes pequenas e que somente quem pensa grande também erra e acerta grande. Reconheça sempre o que já conseguiu, deixando de mirar no que você não tem: a inveja destrói a felicidade e a gratidão a assegura. Aceite o perfeccionismo não como uma virtude, mas como um excesso, pois mesmo os campos mais verdes têm partes queimadas, ou seja, nada é perfeito. Você não será nada se quiser ser tudo.
Dia destes deparei-me com uma frase, esta de Jay Chiat, que dizia: “Passei minha vida procurando ordem e produzindo o caos”. A partir de então me coloquei a investigar porque estávamos sempre tão distantes do aclamado equilíbrio. Foi quando percebi que não bastava buscar a ordem em um único campo do conhecimento. Não bastava obter o equilíbrio em apenas um dos papéis desempenhados na minha vida pessoal. Era preciso identificar todos os papéis, ouvi-los e harmonizá-los. Do contrário, a vida seria um eterno recomeço.
Hoje, conhecedor de minhas Sete Vidas, já não sei mais se me exijo à altura do que desejo. Sei apenas que me espero na medida exata do que eu preciso.


Artigo publicado originalmente como matéria de capa da Revista Vencer! de maio de 2005.

Cultura Organizacional em processos de fusões e aquisições - Por Rogério Rosado

O que fazer quando duas empresas com culturas organizacionais diferentes se fundem ou quando uma empresa adquire outra ? O que acontece com suas culturas ? Qual cultura prevalecerá ?
Quando as situações acima descritas ocorrem, é de fundamental importância que seja realizado um "due dilligence" com antecedência para que questões tão importantes como Cultura Organizacional não sejam deixadas de lado. Equipes trabalham e "respiram" imersas em suas culturas e terão seus processos enormemente impactados quando da "chegada" de uma nova cultura por parte dos novos empregados.
Equipes poderão se tornar mais mais ou menos motivadas, conflitos poderão surgir e resultados poderão não ser alcançados se não for realizado também um monitoramento da nova cultura que estará sendo formada.

Em uma situação de fusão ou aquisição, todos os empregados estarão ainda muito desconfiados e apreensivos de como será o futuro da nova empresa e como se darão as relações de trabalho e as relações intrapessoais e interpessoais dos funcionários. E será nessa situação e nesse contexto que os líderes da nova organização terão que trabalhar e gerenciar.

Para transformar os novos grupos formados em equipes de alto desempenho, os líderes terão que disseminar a missão e a visão da nova empresa e buscar incessantemente a cooperação de cada um para a consecução das metas e dos objetivos estratégicos da Organização. O líder terá que estar "junto" e presente na equipe e perceber os talentos e as competências dos seus membros, fazendo com que todos na equipe possam trabalhar em sinergia e distribuindo aos empregados desafios que lhes permitam superar-se. Com isso, a confiança e a motivação de todos estarão cada vez maiores e proporcionarão uma ótima ambiência e um excelente clima organizacional.

Relacionar-se é ter informações

Loading...

Pesquisar este blog

Carregando...

Seguidores

Quem sou eu

Minha foto
Rio de Janeiro, Brazil
Administrador de Empresas, com pós-graduação em Administração Financeira e MBA em Gestão de Pessoas.